Pagamentos no condomínio

Pagamentos no condomínio

Existem muitas dúvidas acerca do valor cobrado mensalmente dos condôminos e a forma como ele é calculado. Esse valor deve ser estabelecido de acordo com o que a convenção dispõe. Nos casos em que a convenção não aborda esse assunto, uma divisão pela fração ideal de cada apartamento deve ser feita, de acordo com a legislação em vigor.

Cálculo do valor

A boa previsão orçamentária deve ser feita com base nos gastos do ano anterior e deve levar em conta itens como: inflação do período, inadimplência do condomínio, dissídio dos funcionários, férias e décimo terceiro, e contratos a serem negociados.

Além disso tudo, também deve permitir uma folguinha, para que o pagamento das contas não fique apertado. Para tanto, vale fazer uma conta simples, levando em conta todos os meses do ano, o gasto com cada item do orçamento, como água, luz, manutenção dos aparelhos, gastos com funcionários, etc. Somam-se esses valores e divide-se por doze. Daí há um cálculo do peso de cada na soma geral do mês.

Locador e locatário: quem paga o que?

Outra dúvida recorrente: quem é responsável por pagar cada despesa. Confira esta lista de deveres, segundo a Lei 8.245, que aborda o inquilinato.

Art. 22. O locador é obrigado a:

X – pagar as despesas extraordinárias de condomínio. Parágrafo único. Por despesas extraordinárias de condomínio se entendem aquelas que não se refiram aos gastos rotineiros de manutenção do edifício, especialmente:

  1. obras de reformas ou acréscimos que interessem à estrutura integral do imóvel;
  2. pintura das fachadas, empenas, poços de aeração e iluminação, bem como das esquadrias externas;
  3. obras destinadas a repor as condições de habitabilidade do edifício;
  4. indenizações trabalhistas e previdenciárias pela dispensa de empregados, ocorridas em data anterior ao início da locação;
  5. instalação de equipamento de segurança e de incêndio, de telefonia, de intercomunicação, de esporte e de lazer;
  6. despesas de decoração e paisagismo nas partes de uso comum;
  7. constituição de fundo de reserva.

Art. 23. O locatário é obrigado a:

1º Por despesas ordinárias de condomínio se entendem as necessárias à administração respectiva, especialmente:

  1. salários, encargos trabalhistas, contribuições previdenciárias e sociais dos empregados do condomínio;
  2. consumo de água e esgoto, gás, luz e força das áreas de uso comum;
  3. limpeza, conservação e pintura das instalações e dependências de uso comum;
  4. manutenção e conservação das instalações e equipamentos hidráulicos, elétricos, mecânicos e de segurança, de uso comum;
  5. manutenção e conservação das instalações e equipamentos de uso comum destinados à prática de esportes e lazer;
  6. manutenção e conservação de elevadores, porteiro eletrônico e antenas coletivas;
  7. pequenos reparos nas dependências e instalações elétricas e hidráulicas de uso comum;
  8. rateios de saldo devedor, salvo se referentes a período anterior ao início da locação;
  9. reposição do fundo de reserva, total ou parcialmente utilizado no custeio ou complementação das despesas referidas nas alíneas anteriores, salvo se referentes a período anterior ao início da locação.

Tecnologia: a alternativa

Para que a taxa de inadimplência do condomínio seja diminuída, a melhor alternativa é o investimento em tecnologias que diminuam a burocracia e deixem o processo de pagamento mais fluido. Pensando nessa e outras necessidade do condomínio, a Crédito Real desenvolveu o Conecte-se. Um aplicativo que facilita o processo de pagamento da taxa mensal, a consulta da situação financeira do condomínio, a reserva de espaços compartilhados e muito mais. Baixe o app e tenha o seu condomínio conectado a tela do seu celular: https://goo.gl/PTe5mU

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